Luanda, 13 de Setembro de 2026 — A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Os Tocoistas ) assinalou, neste domingo, com um culto de acção de graças a Deus, duas datas de particular importância na história do Tocoismo: 9 de Setembro de 1949, marcada pela expulsão do Profeta Simão Gonçalves Toco e dos seus coristas da Igreja Baptista, no então Congo Belga, actual República Democrática do Congo, e 13 de Setembro de 1951, data em que o Profeta foi vítima de um acto de violência em Caconda, província da Huíla.
Expulsão marcou uma nova etapa
A celebração recordou, em primeiro lugar, os acontecimentos de 9 de Setembro de 1949, quando o Profeta Simão Gonçalves Toco e os seus coristas foram expulsos da Igreja Baptista. O episódio marcou uma nova etapa na caminhada espiritual e histórica do Profeta e dos seus seguidores, num período em que a sua mensagem e actividade religiosa enfrentavam fortes constrangimentos.
Tentativa de silenciamento em Cacondo
Outro momento destacado foi o de 13 de Setembro de 1951, quando, em Caconda, província da Huíla, o Profeta Simão Gonçalves Toco foi vítima de um acto intencional de violência, ao ser trucidado por um tractor. Segundo a memória histórica da Igreja, o acto constituiu uma tentativa de eliminar o Profeta e silenciar a sua voz e a missão que desenvolvia. Apesar da gravidade do acontecimento, Simão Gonçalves Toco sobreviveu e continuou a sua missão. O Profeta viria a falecer apenas em 1983, por doença, na sua residência, em Luanda, mais de três décadas depois do episódio de Caconda.
Memória transmitida às novas gerações
Ao assinalar estas duas datas, a Igreja destacou a importância da preservação da memória histórica e da transmissão às novas gerações dos acontecimentos que marcaram a caminhada do Profeta. O culto de acção de graças constituiu, deste modo, um momento de reflexão sobre a fé, perseverança e continuidade da missão tocoista, apesar das adversidades enfrentadas ao longo da história.
Setenta e cinco anos depois do episódio de Caconda, a Igreja mantém viva a memória daquele acontecimento, não como celebração da violência, mas como testemunho de uma caminhada que sobreviveu às tentativas de silenciamento.
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