A 13 de Setembro de 1951, Caconda, Waba, na actual Província da Huila tornou-se cenário de um dos episódios mais dramáticos da história do Profeta Simão Gonçalves Toco.
Há 75 anos, uma acção que, segundo a memória histórica da Igreja, teria sido premeditada pelas autoridades do regime colonial português, procurou pôr fim à vida do Profeta, numa tentativa de calar a sua voz e interromper a missão que vinha desenvolvendo. Mas o Profeta sobreviveu da Acção premeditada contra a sua integridade física ao ser trucidado por um trator, no dia 13 de Setembro de 1951, na localidade de Caconda.
E é precisamente esta sobrevivência que dá um significado particular à memória desta data. O objectivo de eliminar o homem não significou o fim da mensagem.
A voz que se pretendia calar continuou a ecoar, alcançando milhares de pessoas e atravessando gerações.
O Profeta Simão Gonçalves Toco viria a falecer somente em 1983, por doença, na sua residência, em Luanda, décadas depois daquele episódio.
Por isso, hoje, a Igreja ao assinalar os 75 anos de 13 de Setembro de 1951, não está recordar a morte do Profeta, mas a sobrevivência de um homem diante de uma tentativa de calar e a continuidade de uma mensagem que resistiu ao tempo.
A história pode registar momentos de perseguição, sofrimento e injustiça. Mas também regista a capacidade de homens e mulheres permanecerem firmes diante das adversidades. Setenta e cinco anos depois, a pergunta continua actual:
quando se tenta silenciar uma voz movida pela fé e pela convicção, será possível também silenciar a mensagem que ela deixou?
A história do Tocoismo responde por si.
Tentaram silenciar o Profeta. Ele sobreviveu.
Tentaram interromper a sua voz. A mensagem continuou.
Passados 75 anos, a memória permanece viva. A Igreja continua a sua marcha com a mensagem de boas novas do Evangelho que o Profeta Simão Gonçalves Toco sempre procurou expandir. Amém.

